Uma ideia nas calçadas do Beco da Tecla
O Café no Beco nasceu da vontade de movimentar as manhãs de domingo no centro histórico de Diamantina. A pesquisa de Parísina Éris Ilíade Tameirão Ribeiro registra a criação do encontro em 2001, a partir da iniciativa de Maria Helena Ribeiro Hugo, Lena, seu esposo João Walter Hugo e comerciantes do Beco da Tecla.
Lena relembra conversas nas calçadas, os vínculos com o comércio local e a experiência familiar de servir café e vender quitandas. Essas memórias ajudam a compreender a reunião entre hospitalidade, trabalho e cultura.
Café, música e participação
O café e o chá oferecidos como cortesia, as quitandas à venda, os instrumentos e a participação do público compõem o encontro descrito no inventário. Músicos, comerciantes e quitandeiras assumem tarefas diferentes para que a celebração aconteça.
O repertório se transforma com o público. Na entrevista, Sérgio Aguiar descreve a presença de músicas sertanejas, boleros, samba e MPB, além dos pedidos e da participação de visitantes. Fátima Barbosa recorda as amizades formadas em torno das quitandas.
Pastorinhas, cirandas e poesia
O acervo de Maria Helena reúne apresentações das Pastorinhas de Dona Ambrosina, cirandas de Dona Ângela Almeida, Folia de Reis, serestas, festas juninas e outros encontros. Parísina reproduziu fotografias desse arquivo durante a pesquisa.
O relatório também registra o Sarau Tecla Ponto de Poesia, organizado por Parísina Ribeiro e Beth Guedes em novembro de 2024. As imagens mostram diferentes momentos do Beco, sem transformar todo registro em programação atual.
O trabalho para manter o encontro
As sete entrevistas apresentam lembranças e avaliações de pessoas ligadas ao Café no Beco. Mudanças na gestão das lojas, a perda de participantes e dificuldades de apoio e divulgação são percebidas como desafios.
Convidar novos músicos, aproximar os comerciantes, valorizar as quitandeiras e ampliar a divulgação estão entre as recomendações da pesquisa. O título “25 anos” corresponde ao percurso de 2001 a 2026 apresentado no inventário, sem significar reconhecimento legal como patrimônio.
Galeria



Ficha técnica e fontes
- Pesquisa
- Parísina Éris Ilíade Tameirão Ribeiro
- Pessoas ouvidas
- Maria Helena Ribeiro Hugo, Cristiane dos Santos Faria, Sérgio Aguiar, Liliane dos Reis, Iolanda Costa, Fátima Barbosa e Maria Thereza de Paula
Fontes da pesquisa
- Projeto Café no Beco – 25 anos!, fichas de celebração, território, entrevistas e relatório de imagens de Parísina Éris Ilíade Tameirão Ribeiro, 2026.
- Acervo fotográfico de Maria Helena Ribeiro Hugo, reproduzido pela pesquisadora; registros do Sarau de novembro de 2024.
Conteúdo organizado a partir da documentação do inventário participativo, com revisão dos complementos coletados em 21/10/2026.
