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Juracy Borges e as flores sempre-vivas

Da aprendizagem nos campos à criação de arranjos: um ofício que reúne memória, trabalho e transmissão entre gerações.

Juracy Borges apresenta seus arranjos na Praça Barão de Guaicui. Fotografia: Parísina Éris Ilíade Tameirão Ribeiro, setembro de 2026.
Juracy Borges apresenta seus arranjos na Praça Barão de Guaicui. Fotografia: Parísina Éris Ilíade Tameirão Ribeiro, setembro de 2026.
Pesquisa
Parísina Éris Ilíade Tameirão Ribeiro
Território
Galheiros e Diamantina · MG
Registro
Setembro de 2026

Guardiã, coletora e artesã

Juracy Borges é a referência da pesquisa de Parísina Éris Ilíade Tameirão Ribeiro sobre coleta e artesanato de flores sempre-vivas em Galheiros e Diamantina. Sua trajetória aproxima os conhecimentos dos campos das criações apresentadas na cidade.

Na entrevista, Juracy conta que aprendeu a coletar ainda criança com os pais. O aprendizado artesanal foi ampliado em cursos e na experiência de produzir e apresentar suas peças.

Das flores às peças

O trabalho descrito envolve coleta, separação, secagem, montagem, colagem e acabamento. Buquês, guirlandas, luminárias, peças para vasos e objetos decorativos mostram diferentes possibilidades criativas.

Flores, fibras e suportes se articulam às escolhas da artesã. Ferramentas como tesoura, alicate, segueta e pistola de cola fazem parte do universo registrado. As fotografias destacam a produção e sua presença na Praça Barão de Guaicui.

Trabalho individual e criação coletiva

Juracy descreve atividades realizadas individualmente e em colaboração com outros artesãos de Galheiros. O aprendizado, a circulação das peças e a comercialização estão ligados à convivência e à geração de renda.

As mudanças no desenho dos produtos, na capacidade de produção e na entrega são avaliadas por ela como oportunidades de valorização do ofício. A participação em feiras e exposições ampliou os encontros e a apresentação da cultura de sua comunidade.

Compartilhar o saber e valorizar quem faz

A transmissão às novas gerações ocupa lugar central no relato. Juracy associa a continuidade ao compromisso com a arte, à solidariedade e à partilha do conhecimento.

A pesquisa recomenda reconhecer mestras e mestres, criar oportunidades educativas e valorizar as peças e seus produtores. A página trata de uma trajetória de Galheiros e permanece distinta do inventário da cata das sempre-vivas em Capivari e das Esculturas de Jornal de Felício dos Santos.

Registros da pesquisa

Galeria

Ficha técnica e fontes

Pesquisa
Parísina Éris Ilíade Tameirão Ribeiro
Referência entrevistada
Juracy Borges · coletora e artesã

Fontes da pesquisa

  • Projeto Mestra Juracy Borges – Guardiã, Coletora e Artesã de flores sempre-vivas; fichas de saberes, território, fontes, entrevista e imagens, Parísina Éris Ilíade Tameirão Ribeiro, setembro de 2026.
  • Entrevista com Juracy Borges e fotografias da pesquisadora na Praça Barão de Guaicui. As imagens de terceiros e recortes de imprensa foram preservados nos originais e não utilizados para preencher a galeria.

Conteúdo organizado a partir da documentação do inventário participativo, com revisão dos complementos coletados em 21/10/2026.