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Cruzeiros de Ribeirão de Trás

Paulo Capitão e Venda Seca: dois lugares de devoção, encontros e memória comunitária.

Cruzeiro Santa Cruz de Paulo Capitão, identificado no álbum da pesquisadora. Acervo da pesquisa de Neidiane Aparecida de Fátima; autoria individual não indicada.
Cruzeiro Santa Cruz de Paulo Capitão, identificado no álbum da pesquisadora. Acervo da pesquisa de Neidiane Aparecida de Fátima; autoria individual não indicada.
Pesquisa
Neidiane Aparecida de Fátima
Território
Ribeirão de Trás · Alvorada de Minas · MG
Registro
Setembro de 2026

Duas cruzes, memórias da comunidade

A pesquisa de Neidiane Aparecida de Fátima acompanha os cruzeiros de Paulo Capitão e Venda Seca, referências de religiosidade na comunidade de Ribeirão de Trás, em Alvorada de Minas. A ficha reúne lembranças de Paulo Moreira da Silva e Maria Aparecida de Jesus e registros dos lugares.

Os dois cruzeiros são tratados como referências distintas dentro de um mesmo levantamento. A origem de cada um permanece desconhecida na documentação: moradores mais velhos relatam que as cruzes já existiam quando passaram a conhecê-las.

Santa Cruz de Paulo Capitão

No cruzeiro de Paulo Capitão, o dia 3 de maio aparece como referência para os festejos da Santa Cruz. Segundo a pesquisa, a comunidade se reunia ali para celebrar e participar da missa.

A memória de levar água até a cruz em períodos de seca expressa um pedido de chuva. O gesto associa fé, trabalho rural e esperança. A pesquisadora observa que a presença de fiéis diminuiu, embora algumas pessoas ainda cuidem e enfeitem o lugar.

O cruzeiro de Venda Seca

A ficha associa Venda Seca às festas de São João. A distribuição de café de melado, bolo de fubá, biscoitos e outras comidas é lembrada como parte dos encontros organizados por festeiros.

Uma narrativa recolhida na pesquisa conta que um raio destruiu a cruz após uma celebração. Ela pertence à memória oral e não estabelece uma causa comprovada ou uma data histórica. Os registros atuais mostram o cruzeiro e a vegetação ao redor.

Cuidar dos lugares e das lembranças

As cruzes de madeira e os cuidados realizados por pessoas próximas aos terrenos mostram a relação entre devoção e manutenção comunitária. A pesquisadora deseja que as festas voltem a reunir os moradores.

Ouvir outras pessoas, documentar as mudanças e preservar as memórias de cada cruzeiro são caminhos para ampliar o inventário. Os álbuns e a ficha registram uma etapa da pesquisa, sem definir o início da tradição.

Registros da pesquisa

Galeria

Ficha técnica e fontes

Pesquisa
Neidiane Aparecida de Fátima
Participantes ouvidos
Paulo Moreira da Silva e Maria Aparecida de Jesus

Fontes da pesquisa

  • Ficha participativa dos cruzeiros Santa Cruz de Paulo Capitão e Venda Seca, Neidiane Aparecida de Fátima, 2026.
  • Fotografias da pasta da pesquisadora e dos álbuns Google Fotos identificados como Cruzeiro Paulo Capitão e Cruzeiro da Venda Seca; correspondência conferida na revisão de 21/10/2026.

Conteúdo organizado a partir da documentação do inventário participativo, com revisão dos complementos coletados em 21/10/2026.